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sexta-feira, 3 de maio de 2013

A Era do Gelo 2: O Degelo (Ice Age: The Meltdown) - 2006; a continação da série continua engraçada

A Era do Gelo 2: O Degelo (Ice Age: The Meltdown), lançado em 2006.
Um filme de Carlos Saldanha.
Infelizmente este é um daqueles filmes que se encaixam naquela história de que as franquias sempre lançam filmes piores que o antecessor. Mas neste caso, ainda é um filme bom e que num aspecto é melhor que o original.

Como era de se esperar, os personagens são os mesmos de A Era do Gelo, com alguns acréscimos. E o acréscimo foi bem vindo: uma personagem engraçada, apesar de tola, e carismática. O esquilo Scrat está de volta, sempre como o melhor do filme. Sem dúvida uma criatura que merecia uma produção só para si e suas aventuras em busca à nozes.

Numa sátira à um tema bem atual, a era glacial em que nossos amigos viviam está chegando ao fim, consequência do aquecimento global. Por causa disso não faltam rios e cachoeiras provenientes do degelo onde os animais brincam, sem se dar conta que estão correndo enorme perigo. Para completar alguns animais antigos, que estavam congelados, voltam à vida, tentando devorar os animais. Manny ( o mamute) procura por uma fêmea e não encontra, e suspeita que sua espécie está entrando em extinção. Quando eventualmente uma ave alerta aos animais que eles correm perigo, podendo morrerem afogados, o trio (Manny; Sid, a preguiça, e Diego, o tigre) e outros animais começam a procurar uma canoa gigante onde caiba todos os animais. E nessa busca é que encontram uma fêmea mamute, Ellie (brilhantemente dublada por Queen Latifah), que para todos os efeitos não sabe que é uma mamute e pensa que é um gambá, vivendo com dois "irmãos".

Assim como o primeiro, A era do gelo 2 se vale de um humor simples e cru, sem ser estúpido ou muito forçado (referência bíblicas, a outros filmes, e sátiras leves a temas como o do aquecimento global provam isso), nem usando muito da batidíssima receita "herói + vilão", os conflitos estão dentro do grupo. Os personagens são engraçados ou emotivos, Sid ainda é um ser desajeitado e por isso mesmo adorável e espirituoso. Não há muito de novo ou original, simplesmente.

O que está melhor que o anterior é o visual. O filme é mais colorido, os personagens possuem expressões e personalidades ainda mais reais que no anterior - que como disse na ocasião, já era um milagre da computação gráfica -, e detalhes de renderização estão melhores, mais reais (observe nas imagens ao lado as árvores, os pelos e a água). Mas sem deixar de parecer animação, sem fugir do estilo do primeiro.
A verdade é que se você gostou de Ace Ige, provavelmente irá gostar também de sua continuação.

#ficaadica

sexta-feira, 26 de abril de 2013

A Era do Gelo (Ice Age) - 2002; divertida animação

A Era do Gelo (Ice Age), lançado em 2002.
Um filme de Chris Wedge e Carlos Saldanha.
Ice Age é um filme dócil e agradável, que possui um humor bobo e contagiante, divertido. Pode não ter a premissa mais original que já se viu, mas não deixa de ter um grande valor, com piadas inéditas vindas de personagens adoráveis. Um filme para se ver em família, que agradará também os adultos.

20 mil anos atrás, quando a Terra estava em um de seus períodos glaciais, e os mamutes eram seres ainda vivos, o esquilo Scrat (que em todos os filme da série sempre é o mais querido dos personagens, mesmo não passando de um figurante, uma feliz distração) enterra uma noz. Isso cria uma fenda que se estende por quilômetros e cria avalanches. Então vemos uma multidão de animais pré-históricos a emigrarem para o sul, fugindo do intenso frio. Porém um mamute mal-humorado chamado Manfred fica para trás e é seguido por Sid, um bicho preguiça escandaloso, o mais engraçado personagem. Acaba que um bebê humano para em suas mãos e eles decidem devolvê-lo ao bando de humanos, para salvar sua vida, mesmo sabendo que seres humanos estão sempre a matar animais. De um grupo de tigres dente de sabre, vem Diego para raptar o bebê. Para isso ele terá de enganar os dois animais e fingir ser amigo deles, embora, eventualmente, ele desenvolverá um afeto por eles e pelo bebê.

A era do gelo conquista o público pelas piadas sinceras e personagens empáticos, numa história conhecida de personagens que se colocam numa busca a algo: uma história de estrada. Não é exatamente verossímil - um tigre, para sobreviver, não pensaria nem sequer uma vez antes de atacar uma presa -, mas nem precisava, é de uma imagem gentil como essa que um filme para crianças precisa: respeitar as diferenças, ajudar os outros.

Ainda falando dos personagens, são um milagre da computação gráfica; eles tem personalidade, criada por sutis gestos e expressões, são seres peculiares muito bem feitos e desenvolvidos. Alie isso com dublagens de qualidade: os dubladores entendem a personalidade dessas criaturas e a melhora ainda mais com a voz.
E nesse ponto técnico, é notável o quanto os cenários são convincentes, mesmo sem parecerem reais como das animações de hoje. É um filme bonito e colorido, mesmo tendo, antes de tudo, o branco do gelo.

#ficaadica

sábado, 6 de outubro de 2012

Moulin rouge - Amor em vermelho (Moulin Rouge!) - 2001; charmoso, porém frio-morno

Moulin Rouge - Amor em vermelho (Moulin Rouge!), lançado em 2001.
Um filme de Baz Luhrmann.
Pelo visto sou um dos poucos que não gostaram muito de Moulin Rouge. O Instituto Americano de cinema elegeu-o como o 25º melhor musical norte-americano de sempre; o filme levou um Globo de Ouro na categorial de melhor filme comédia/musical; foi indicado à Palma de Ouro no festival de Cannes e ao Oscar.

O musical tem seu charme, sem dúvida. Possui cenas memoráveis e uma variação extremamente rápida de ângulos de imagem em cada cena. O enorme problema - ao menos para mim - é que além de ser extremamente artificial - beirando, muitas vezes, o surrealismo - e muito meloso, as canções são um porre, soam infantis. Não é jazz! Musical sem Jazz tem tudo para dar errado. Sem dúvida um filme que agrada muito mais a um adolescente que a um adulto (mas prefiro mil vezes Moulin Rouge! que High School Musical, aquilo lá sim é o fim).

O filme se ambienta na Paris de 1900. Um escritor ingênuo e romântico acaba se apaixonando pela estrela do cabaré Moulin Rouge, a dançarina Satine, que tem tuberculose e não sabe. No início ela desdenha, mas depois o compra, e juntos vivem um amor em segredo, às escondidas do duque noivo da dançarina. Eles começam todos a trabalhar numa peça de teatro (escrita pelo referido escritor e protagonizado pela citada dançarina) que é patrocinada pelo duque, que é obcecado por Satine. Eles precisam se separar, do contrário o escritor pode ser assassinado e o show cancelado.

Vários musicais usam os cabarés antigos ou ambientes relacionados à arte como cenário, como Chicago, Cabaret e Nine.
Mas os outros passam a sensualidade e a boêmia do ambiente ao espectador, enquanto Moulin Rouge é tediosamente bem comportado; tem um protagonista chato pra caramba (tentei, mas não consegui simpatizar com o personagem de Ewan McGregor com cara de bobo que acredita na idealização do amor); tem um humor ao estilo Renato Aragão (leia-se: sem graça nenhuma)  e, vejamos só, tem fadas e a lua cantando músicas que, repito, são um porre.

As canções são trechos ou paródias de músicas populares, brilhantemente estragadas com vozes gritadas e artificiais (como tudo no filme): Your Song, do Elton John; The Show Must Go On, do Queen; Nature Boy, de Nat King Cole e Like a Virgin, da Madonna, são algumas das músicas que entraram no filme, que inclui ainda regravações de sucessos de Whitney Houston, Nirvana, The Police, Beatles, Phil Collins etc.

Como disse, não gostei (mas também não é a pior coisa que já vi), mas fez muito sucesso. Se quiser se arriscar, é possível que você leitor venha a gostar (depois conte-nos nos comentários).

#ficaadica