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quinta-feira, 20 de setembro de 2012

A Praia (The Beach) - 2000; frio-morno

A Praia (The Beach), lançado em 2000.
Um filme de Danny Boyle.
Do mesmo diretor de Quem quer ser um milionário? e 127 Horas, esse daqui não acompanha a qualidade dos outros trabalhos do diretor. Nem público e muito menos crítica engoliram essa produção.

É certo que o filme possui imagens lindas: paisagens belíssimas (embora artificialmente manipuladas) e atrizes e atores belos semi-nus. Mas é pouco mais que isso.
O filme tenta, sem sucesso, mesclar drama, ação, aventura e suspense; acabando por não ser coisa alguma.
É baseado num best-seller (que para todos os efeitos, eu nunca li). A histórica afirmação de que um filme não supera o livro no qual se baseia se reafirma. Na verdade até hoje só um filme me agradou mais que o próprio livro: Desejo e Reparação.

Richard (DiCaprio) é um estudante norte-americano em visita à Tailândia. Lá um drogado estranho lhe fala sobre uma ilha paradisíaca e secreta, onde não há turistas e oferece "uma programação" diferente do convencional. Junto a um casal de surfistas que ele conhece, ele segue um mapa que o homem lhe dá antes de se suicidar. Eles vão à nado até lá e são atacados pelos donos de uma plantação de maconha, precisando saltar de uma cachoeira para sobreviverem. Finalmente encontram a comunidade da praia a passam a se integrarem ao grupo. Ocorre um romance, um jogo de intrigas, descobertas de traições, feitos heróicos, chantagem sexual, um acidente envolvendo tubarões. Mas os habitantes são todos alienados, loucos por manter a ilha em segredo. Richard enlouquece, pensando estar em um jogo de video-game. Mas sua vida e a de muitas outras pessoas estão em risco.


DiCaprio, em sua fama pós-Titanic, parece não se empenhar muito no filme, fazendo uma atuação realmente ruim. E as paisagens são tão bonitas, tão perfeitas, tão improváveis, que beiram o absurdo e a surrealidade.

O enredo que levanta questões como o individualismo, a vida em sociedade, a criação de um vínculo social, a utopia poderia ter sido melhor trabalhado e rendido um filme bom, mas não rendeu.