Drama Comédia Animação Suspense Romance Curta-metragem Faroeste Fantasia Ação Aventura Musical Ficção Guerra Épico Crime Terror
Mostrando postagens com marcador David Thewlis. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador David Thewlis. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

O menino do pijama listrado (The Boy in the Striped Pyjamas) - 2008; leve e delicado

O menino do pijama listrado (The Boy in the Striped Pyjamas), lançado em 2008.
Um filme de Mark Herman.
Este é um melodrama bom. Passa longe da perfeição e aborda de um modo um tanto infeliz um tema tão delicado e pesado como o holocausto. Mas nisso também há algo de proveitoso: é que a trama é abordada do ponto de vista de um menino ingênuo e curioso, interpretado pelo ator mirim Asa Butterfield, o Hugo Cabret. Vera Farmiga completa o elenco com seu talento.

Estamos na Alemanha Nazista da década de 40, e Bruno (Butterfield) é um garoto de vida confortável, filho de um oficial nazi, agente da SS e de Elsa (Farmiga). Ele recebe a notícia de que irão se mudar para uma fazenda. Na verdade a casa é ao lado de um campo de concentração e extermínio. Lá ele vive no ócio de brincar sozinho em um pequeno quintal, mas um dia ele começa a "explorar" a área e consegue sair para o bosque e, eventualmente, chega na cerca do campo de concentração que seu pai administra. Na ignorância que a ingenuidade causa, ele apenas estranha o uso de "pijamas" pelos presos durante todo o dia. E conhece Shmuel, um pequeno judeu do outro lado da cerca. Eles nutrem uma amizade, apesar da propaganda anti-semita que Bruno absorve, ele se convence de que os judeus não são maus. Mas essa amizade vai gerar transtornos...

Como já foi dito, apesar de o holocausto ser retrato de um modo (creio eu) mais humano e menos feio do que realmente foi, a bela história contada a partir do ponto de vista de um garoto, serve para contradizer a histórica frase de Maquiavel (Ou é Hobbes? Manifestem-se, sociólogos, por favor) de que o homem é mau por natureza. Sem ser poluído pela propaganda nacional-nazista (ao menos não de todo), Bruno se deixa levar pela amizade que desenvolve com o pobre menino de vida amarga, é a pureza de uma criança. A trilha sonora é de James Horner, sempre eficiente.
Se por uma lado O menino do pijama listrado é pouco politizado e não serva para denunciar o holocausto (que afinal já foi muito denunciado no cinema, literatura e TV), ele tem uma história absorvente que nos permite um novo ângulo, um novo ponto de vista.
Sim, é um melodrama, mas não daqueles muito pretensiosos e comerciais.

#ficaadica

domingo, 16 de setembro de 2012

Cavalo de Guerra (War Horse) -2011; Spielberg acerta novamente com o tema da I Guerra



Cavalo de Guerra (War Horse), lançado em 2011.
Um filme de Steven Spielberg.

Lindo e emocionante. Típico bom trabalho do nosso velho conhecido Spielberg. Ele dirigiu o clássico de guerra O resgate do soldado Ryan.

A vida de um cavalo usado na I Guerra Mundial e o amor do dono pelo animal.
Esqueça aqueles filmes horríveis protagonizados por animais que passam na Sessão da tarde. Aqui o cavalo não fala nem faz travessuras, pelo contrário, luta pela sobrevivência quando até um ser humano teria desistido. E outra boa parte do tempo do filme é a jornada do dono, separado a força de seu animal, amigo na verdade, tentando encontrá-lo.

Os primeiros minutos mostram a ligação emocional que Albert cria com seu cavalo Joey, possibilitando uma empatia do público com os personagens.
Em Devon na Inglaterra um fazendeiro compra um potro de raça, simplesmente para implicar o dono da fazenda em que vive. Seu filho Albert promete treinar o cavalo para arar, pois do contrário perderiam a fazenda. Ele cria um amor pelo cavalo e com muito custo e paciência ele consegue domar o potro e arar a terra. Mas uma tempestade destrói a plantação e endividados o pai vende o cavalo, a contragosto de Albert. O animal foi vendido à cavalaria britânica, às vésperas do início da I Guerra. É a segunda parte do filme.
Em campo de batalha o animal vive uma verdadeira epopéia, sofrendo maus-tratos, sendo capturado ora por um exército ora por outro, perdendo um cavalo amigo seu, sendo escondido por camponeses, se ferindo gravemente e constantemente ameaçado de morrer. Inclusive quase é sacrificado, mas é salvo pela sua habilidade em arar adquirida a muito tempo. Paralelamente a isso, Albert se alista no exército com o simples objetivo de encontrar e trazer Joey de volta.

É um filme belíssimo, sentimental na dose certa, humano em todos os sentidos, frio e obscuro nas cenas de guerra. Impossível não se apaixonar pelo animal e sofrer junto a ele em cada uma de suas dolorosas aventuras. O amor do dono pelo alazão também é cheio de verdade, basta lembrar de nossas próprias experiências com nossos animais de estimação, onde desenvolvemos um sentimento verdadeiro pelos bichinhos. É muito bom, e possui belas cenas bélicas, naquele tom de cinza tão familiar no gênero.

#ficaadica