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sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

O menino do pijama listrado (The Boy in the Striped Pyjamas) - 2008; leve e delicado

O menino do pijama listrado (The Boy in the Striped Pyjamas), lançado em 2008.
Um filme de Mark Herman.
Este é um melodrama bom. Passa longe da perfeição e aborda de um modo um tanto infeliz um tema tão delicado e pesado como o holocausto. Mas nisso também há algo de proveitoso: é que a trama é abordada do ponto de vista de um menino ingênuo e curioso, interpretado pelo ator mirim Asa Butterfield, o Hugo Cabret. Vera Farmiga completa o elenco com seu talento.

Estamos na Alemanha Nazista da década de 40, e Bruno (Butterfield) é um garoto de vida confortável, filho de um oficial nazi, agente da SS e de Elsa (Farmiga). Ele recebe a notícia de que irão se mudar para uma fazenda. Na verdade a casa é ao lado de um campo de concentração e extermínio. Lá ele vive no ócio de brincar sozinho em um pequeno quintal, mas um dia ele começa a "explorar" a área e consegue sair para o bosque e, eventualmente, chega na cerca do campo de concentração que seu pai administra. Na ignorância que a ingenuidade causa, ele apenas estranha o uso de "pijamas" pelos presos durante todo o dia. E conhece Shmuel, um pequeno judeu do outro lado da cerca. Eles nutrem uma amizade, apesar da propaganda anti-semita que Bruno absorve, ele se convence de que os judeus não são maus. Mas essa amizade vai gerar transtornos...

Como já foi dito, apesar de o holocausto ser retrato de um modo (creio eu) mais humano e menos feio do que realmente foi, a bela história contada a partir do ponto de vista de um garoto, serve para contradizer a histórica frase de Maquiavel (Ou é Hobbes? Manifestem-se, sociólogos, por favor) de que o homem é mau por natureza. Sem ser poluído pela propaganda nacional-nazista (ao menos não de todo), Bruno se deixa levar pela amizade que desenvolve com o pobre menino de vida amarga, é a pureza de uma criança. A trilha sonora é de James Horner, sempre eficiente.
Se por uma lado O menino do pijama listrado é pouco politizado e não serva para denunciar o holocausto (que afinal já foi muito denunciado no cinema, literatura e TV), ele tem uma história absorvente que nos permite um novo ângulo, um novo ponto de vista.
Sim, é um melodrama, mas não daqueles muito pretensiosos e comerciais.

#ficaadica