Um filme de Martin Scorsese.

Liza Minnelli é mais conhecida por seu trabalho no musical Cabaret, de Bob Fosse, que lhe rendeu um Oscar e eternizou sua imagem. Não é exagero dizer, porém, que seu segundo mais conhecido trabalho é outro musical, New York, New York, de ninguém menos que Martin Scorsese (quem diria que ele assinava um musical, não é?), onde atua ao lado de Robert De Niro - velho amigo de Scorsese e seu ator favorito (ele atuou em 8 filmes do cineasta).
Nas comemorações pelo final da II Guerra, em Nova York, Francine Evans (Minnelli) e Jimmy Doyle (De Niro) se conhecem numa danceteria. Ele é um saxofonista pilantra, ela uma cantora. Ambos estão no início de suas carreiras. Eles iniciam um romance e começam a trabalhar juntos. Suas personalidades distintas, entretanto, fazem com que o relacionamento seja de tensão de faíscas.
New York, New York é um dos filmes mais desvalorizados da carreira de Scorsese. Mas, curiosamente, foi filmado no intervalo dos seus dois filmes mais vangloriados: Taxi Driver e Touro Indomável (ambos protagonizados por De Niro). Onde terá errado um dos maiores cineastas da história ao fazer uma homenagem à sua cidade natal? A maioria aponta a trama confusa e cheia de distrações, somada ao final pouco crível. Mesmo assim ele agrada pelas atuações enérgicas de De Niro e Minnelli e pelas canções excelentes, entre elas a imortal "Theme from New York, New York", que Sinatra regravou e se tornou um dos maiores hinos da principal metrópole do planeta.
Talvez pelo gênero diferente do convencional este filme não tem tanto a cara do diretor como seus outros. A violência e a desonestidade elegantes não está aqui, já que não é um filme sobre gangsters. Mas o inconfundível estilo estético de Scorsese está sim presente: muitos travelings, zooms, panorâmicas, planos próximos, plonglées e subjetivas. E a ótima trilha de John Kander e Fred Ebb.
De fato não é o melhor dos musicais nem o melhor dos filmes de Scorsese. Mas é sim um tanto acima da média.

Nenhum comentário:
Postar um comentário